Tome Nota

Os portugueses ousaram cometer o grande mar. Entraram por ele sem receio. Descobriram novas ilhas, novas terras, novos mares, novos povos e, o que mais é, novo céu e novas estrelas. Pedro Nunes- 1550

 
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 José Maria Eça de Queirós (1845-1900), escritor português, introdutor do realismo em Portugal. Com linguagem perfeita, os seus livros observam a classe dominante do seu tempo de maneira irrepreensível e com um humor que, muitas vezes, beira a irreverência. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Eça de Queirós lutou, ao lado de Antero de Quental, em defesa do realismo em Portugal.

Diplomata concursado, morou em Cuba, Inglaterra e França, onde morreu, em Paris. Considerado um dos melhores ficcionistas da língua portuguesa, Eça de Queirós, desde o seu primeiro livro, impressionou pelo domínio estético do idioma e pelo vocabulário rico e bem humorado. Ao mesmo tempo o realista feroz, Eça de Queirós satirizou o clero e a burguesia. Perfeccionista, capaz de perseguir a palavra exacta à exaustão, Eça ridicularizou-se a si mesmo em O mandarim, escrito em 1880, texto em que critica a escravidão ao dinheiro ou a qualquer tipo de bem, inclusive os livros. Também como consequência da sua permanente busca da perfeição, deixou inacabados ou inéditos vários trabalhos, entre eles, a primeira versão de Os Maias, versão que foi publicada muito após sua morte com o título de A tragédia da rua das flores (1980).

Criador das personagens que se tornaram referências da literatura - entre eles, o Conselheiro Acácio e Jacinto de Tormes -, Eça de Queirós marcou o seu tempo e a literatura em língua portuguesa como um de seus mais perfeitos e profícuos escritores.

Na sua vasta obra, iniciada com o realismo e o naturalismo, se destacam O Crime do Padre Amaro (1875), O Primo Basílio (1878), Os Maias (1888), A ilustre casa do Ramires (1900) e A Cidade e as Serras (1901).

Adaptado do site www.falalingua.hpg.ig.com.br

 
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Villa Romana de Pisões












O sítio arqueológico da villa romana de Pisões situa-se na Herdade da Almagrassa, a cerca de 10 km a Sudoeste da cidade de Beja.

Acidentalmente descoberta em 1967 durante trabalhos agrícolas, deu-se de imediato início à sua investigação arqueológica, sendo classificado como Imóvel de Interesse Público (IIP), logo em 1970.

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