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Antero de Quental (1842-1891), poeta português. Muitos dos primeiros poemas de Antero de Quental pertencem à escola romântica, estilo que, mais tarde, abandonaria. Os seus livros de poesia são Raios de extinta luz (1892), Primaveras românticas (1872) e Odes modernas (1865), obras com clara influência do socialismo utópico.
Antero de Quental repudiou o romantismo tradicional, que lhe havia proporcionado fama, e passou a defender um compromisso social com a poesia. No final da década de 1860, Quental - aristocrata por nascimento - defendeu reformas sociais, ao mesmo tempo em que realizava viagens políticas pela França, Canadá e Estados Unidos, participando nas conferências democráticas das quais surgiu o socialismo português. Com o passar dos anos e já tuberculoso, Antero de Quental renegou muitas das actividades da sua vida e dedicou-se à leituras de autores pessimistas, como Schopenhauer e Hartmann. Os seus sonetos desta época, reunidos e publicados em 1886, mostram estas influências, além de descreverem os acontecimentos políticos e sociais da sua época. Adaptado do site www.falalingua.hpg.ig.com.br |