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Literatura portuguesa
A poesia trovadoresca galaico-portuguesa, escrita na língua do noroeste da Espanha, surge no século XIII. Entre os seus autores destacam-se Dionís, os sacerdotes Airas Nunes, Joan Airas de Santiago, João Garcia de Guilhade e o jogral (farsista) Martin Codax. Os géneros cultivados nesta época foram : cantigas de amor, cantigas de amigo e cantigas de escárnio e maldizer. Foram conservadas mais de 2 mil canções, reunidas em três cancioneiros : da Ajuda, Vaticana e Colocci-Brancuti, além de um quarto livro de cantigas dedicadas à Virgem Maria pelo rei Afonso X, o Sábio. Nos séculos XIII e XIV aparece a prosa literária portuguesa nos livros de linhagens, além de crônicas e vidas de santos traduzidas do latim, assim como adaptações dos romances artúricos. |
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Luís Vaz de Camões (1524 ?-1580), o mais representativo poeta português. Nasceu provavelmente em Lisboa, cidade onde morreu. A sua obra Os Lusíadas, publicada em 1572 após passar pela censura da Inquisição, consolidou a língua portuguesa e é considerada o poema épico nacional lusitano. Além de Os Lusíadas, Camões só publicou, enquanto viveu, mais três poemas. |
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Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo (1810-1877), político, historiador, poeta e novelista português, liberal apaixonado ao longo de toda a sua vida. Além de importantes trabalhos históricos, como um estudo sobre a Inquisição (1854-1859) e da sua História de Portugal, escreveu romances como O Monge de Cister (1848). |
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Camilo Castelo Branco (1825-1890), romancista português, nascido em Lisboa. Ficou órfão muito cedo e teve uma juventude instável e boémia. Entrou para um seminário, mas passou lá poucos meses e, cansado da vida religiosa, abandonou-o e dedicou-se a escrever. Em 1885, foi nomeado visconde de Correia Botelho em reconhecimento da sua obra literária. Cinco anos mais tarde, cego e com problemas de saúde, suicidou-se. |
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Antero de Quental (1842-1891), poeta português. Muitos dos primeiros poemas de Antero de Quental pertencem à escola romântica, estilo que, mais tarde, abandonaria. Os seus livros de poesia são Raios de extinta luz (1892), Primaveras românticas (1872) e Odes modernas (1865), obras com clara influência do socialismo utópico. |
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José Maria Eça de Queirós (1845-1900), escritor português, introdutor do realismo em Portugal. Com linguagem perfeita, os seus livros observam a classe dominante do seu tempo de maneira irrepreensível e com um humor que, muitas vezes, beira a irreverência. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, Eça de Queirós lutou, ao lado de Antero de Quental, em defesa do realismo em Portugal. |
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Fernando Pessoa (1888-1935), poeta português. Nasceu e morreu em Lisboa. Segundo um ensaio de Jorge de Sena, o escritor Jean Cocteau, referindo-se a Victor Hugo, dizia que "Victor Hugo, c’était un fou qui se croyait Victor Hugo" (Victor Hugo era um louco que acreditava ser Victor Hugo). Esta mesma frase, no plural, pode ser aplicada a Fernando Pessoa : muitos loucos que acreditavam ser Fernando Pessoa. Dementes com vários nomes e estilos que o poeta ocultou nos seus heterónimos : Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Bernardo Soares, Antônio Mora, Vicente Guedes, Carlos Otto, C. Pacheco. |
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Florbela Espanca (1894-1930), poeta portuguesa, autora de sonetos de acentuada sensibilidade artística. Traduz de forma límpida a livre intimidade da mulher, pelo que pode considerar-se que o recente movimento literário inspirado em vivências femininas encontrou nela as suas raízes e seu estímulo. |
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José Saramago (1922- ), primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prémio Nobel de Literatura (1998). A Academia Sueca justificou o prémio “devido às parábolas apoiadas na imaginação, na compaixão e na ironia”. |
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