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Fidel Castro renunciou à Presidência do Conselho de Estado de Cuba, segundo avança o jornal oficial cubano ‘Granma’, esta terça-feira, na sua edição on-line, abandonando o poder depois de 49 anos à frente dos destinos do país. Raul Castro, seu irmão e actual Presidente interino, deverá ser o escolhido para assumir o cargo.
O mesmo diário cita uma carta escrita por Fidel, na qual este afirma que não aspira nem aceitará o cargo a Presidente do Conselho de Estado e de comandante-chefe. O líder cubano encontra-se oficialmente afastado do poder há cerca de 19 meses por motivos de saúde.
Segundo indicam observadores, Raul Castro, irmão de Fidel e actual Presidente interino, deverá ser o escolhido para aquele cargo.
O Parlamento cubano, recentemente eleito, reúne-se no próximo dia 24 de Fevereiro para designar os membros do Conselho de Estado, a mais alta instância do poder executivo daquele regime comunista, bem como o presidente e os vice-presidentes.
O ISOLAMENTO INTERNACIONAL E UM REGIME DE MEIO SÉCULO
Fidel Castro conseguiu, apesar de quase isolado internacionalmente, fazer o regime cubano sobreviver mais de 50 anos.
Depois de assumir os destinos de Cuba na sequência da revolução de Janeiro de 1959, Fidel foi uma figura incontornável da segunda metade do século XX e abordou o século XXI mantendo as suas lutas e censura contra a “sociedade de consumo” e o “imperialismo norte-americano”. Fidel apresentou-se como defensor do “terceiro mundo” contra o “Norte”, dando a entender que para ele a guerra fria nunca terminou.
Até 2006, ano em que se começou a afastar do poder, por motivos de saúde, detinha o recorde mundial em exercício absoluto de poder, pois sete em cada dez cubanos nunca conheceram outro chefe de Estado. © correiodamanha.pt |