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Um bombista suicida matou ontem a líder da oposição paquistanesa Benazir Bhutto, de 54 anos, à saída de um comício em Rawalpindi, lançando uma negra incerteza sobre o país e a região. O atentado mereceu reacções violentas dos apoiantes do Partido do Povo do Paquistão (PPP), põe em risco as eleições legislativas de 8 de Janeiro e deixa o Mundo em choque com mais um acto bárbaro de terrorismo.
“Ponho a minha vida em risco e venho aqui por sentir que o país está em perigo”, afirmou Bhutto durante o que seria o seu último acto político.
“Foi martirizada”, comentou Rehman Malik, do PPP. “O homem disparou primeiro sobre o veículo de Bhutto e depois fez-se explodir”, revelou uma fonte policial, acrescentando que a bomba do suicida matou pelo menos 20 pessoas. No hospital geral de Rawalpindi, onde Bhutto ainda foi assistida, os seus apoiantes partiram vidros e gritaram acusações ao presidente Pervez Musharraf. Na província de Sindh, sobretudo na capital, Carachi, de onde era natural a líder assassinada, apoiantes seus queimaram pneus e vandalizaram edifícios. Em Peshawar, no outro extremo do país, a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar uma manifestação contra o presidente e em Jacobabad, cidade do primeiro-ministro interino, Mohammedmian Soomro, edifícios público foram incendiados. Pelo menos 14 pessoas foram mortas a tiro durante os tumultos.
Musharraf, que durante seis semanas, até 15 de Dezembro, impôs um polémico estado de emergência, pode voltar a essa medida para controlar a onda de contestação e preservar a segurança do arsenal nuclear do país. O adiamento das eleições é igualmente esperado. Ontem o presidente apelou à calma, para “fazer fracassar as intenções diabólicas dos terroristas” e convocou uma reunião de emergência para avaliar as medidas a adoptar. A Polícia e Exército foram entretanto colocados em estado de alerta. Saiba mais... |