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O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, venceu as Legislativas de ontem após um escrutínio que revelou inicialmente uma vitória folgada, mas que ao longo da noite aproximou progressivamente a oposição.
A taxa de participação, de 75,2%, foi superior ao que se esperava, ficando apenas ligeiramente aquém da de 2004 (75,6%). A isso não terá sido alheio o assassinato do antigo vereador socialista do País Basco Isaías Carrasco, levado a cabo sexta-feira pela ETA, e o comovido apelo ao voto feito no sábado, antes do funeral, pela sua filha mais velha.
Zapatero iniciou o discurso de vitória (às 23h00, menos uma hora em Lisboa) lembrando Carrasco, “que deveria estar com a família a celebrar a vitória”, e todas as outras vítimas da ETA. O líder de governo agradeceu ainda a elevada participação e confiança dos espanhóis ao darem-lhe nova vitória. “Trabalhámos duro, mas valeu a pena”, afirmou.
Uma hora antes, os socialistas estavam muito perto dos 176 deputados, ou seja, da maioria absoluta, mas essa vantagem foi encurtada no decorrer da contagem dos votos.
Depois de em 2004 o impacto do atentado de Madrid ter inclinado os espanhóis a dar a vitória aos socialistas – que seguiam atrás do PP nas sondagens – o assassinato de sexta-feira acabou, desta feita, por afastar o eleitorado de partidos nacionalistas mais radicais e próximos dos terroristas bascos. Os resultados parciais de ontem revelavam uma perda significativa da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que passava de oito para apenas três deputados no Parlamento nacional, e da Esquerda Unida (IU), que de cinco passaria também a apenas três representantes no Parlamento. © correiodamanha.pt |