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A B?lgica tem finalmente governo |
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Nove meses depois do início do impasse político que deixou a Bélgica sem governo, o democrata-cristão flamengo Yves Leterme deverá tomar posse amanhã como primeiro-ministro. Trata-se de um executivo inédito na História de um país que permanece intrinsecamente dividido.
Vencedor das eleições federais de 10 de Junho do ano passado, Leterme, líder dos democratas-cristãos flamengos, vai enfim prestar juramento como primeiro-ministro. A crise foi ultrapassada depois de na madrugada de ontem o líder flamengo ter concluído com êxito conversações para a formação de um governo de unidade nacional – uma coligação de cinco partidos que se estende dos liberais aos socialistas. Amanhã, Leterme apresentará o seu governo ao rei Alberto II.
Em Dezembro último – recorde-se – o acordo para formar governo fracassou devido ao grau de autonomia reclamado pelos flamengos, que representam 60 por cento de uma população de 10,5 milhões de habitantes. O acordo foi rejeitado pelos francófonos (40 por cento), o que levou o primeiro-ministro cessante, o liberal Guy Verhofstadt, a aceitar conduzir um governo provisório.
Agora foi finalmente alcançado um acordo para a formação de um executivo governamental, mas as diferenças de fundo que no final do ano passado mergulharam a Bélgica numa grave crise política subsistem e prometem tornar a vida difícil ao novo primeiro-ministro, extremamente impopular entre os francófonos.
A agenda do novo executivo, que terá ainda de ser aprovada, deverá deixar de fora referências a reformas constitucionais, concentrando-se nas políticas da imigração.
Recorde-se que a obtenção de uma maior autonomia para a Flandres – região rica da Bélgica que não quer mais financiar o Sul francófono, onde há uma elevada taxa de desemprego – foi a principal bandeira de Leterme na campanha eleitoral para o sufrágio do ano passado. © correiodamanha.pt |
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