Tome Nota

Esteve todo o mundo neste erro até que os portugueses, por uma parte, e os espanhóis, por outra, navegaram e decobriram o mundo todo, e acabaram que a tórrida zona é habitada e povoada como as outras. D. João de Castro - 1536 /1537

 
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 O FC Porto comemorou ontem a conquista do terceiro título nacional consecutivo com a vitória mais dilatada da temporada, por 6-0, tirando todo o partido da greve de zelo dos jogadores do E. Amadora, que passaram completamente ao lado das exigências competitivas de um jogo da I Liga.

O começo da partida foi um exemplo acabado da falta de competitividade que o FC Porto enfrentou sistematicamente ao longo da temporada, com Daúto Faquirá a enfileirar também entre os treinadores que não conseguiram evitar prestar vassalagem na visita ao Dragão – desta vez em coincidência com a confirmação matemática da conquista do título, o mais fácil de sempre.

Os dois primeiros remates – de Lucho González a passe de Lisandro Lopez e de Sektioui a cruzamento de Quaresma – resultaram em golos, nos primeiros dez minutos. A ausência forçada de Rui Duarte, que era um dos raros totalistas absolutos da Liga, abriu uma avenida no lado direito da defesa do Estrela.

Até à meia hora, os portistas mantiveram um ritmo endiabrado, usufruindo da estranha apatia dos jogadores do Estrela, numa evidente greve de braços caídos que não permitiu iludir a situação de flagrante desrespeito pela verdade desportiva – a que a Liga, piedosamente, insiste em fechar os olhos. O contraste metia dó e os portistas acharam por bem abrandar progressivamente, para virem depois realizar um início de segunda parte nada consentâneo com o clima de festa que circundava a equipa.

O terceiro golo surgiu nesta fase, num bom lance de Meireles pela direita com Quaresma a fuzilar a baliza, mais uma vez beneficiando da ausência de um lateral-direito na equipa contrária, e sacudiu o jogo. Este golo associado às substituições voltou a acelerar o ritmo portista e a colocar novamente a nu a falta de interesse dos grevistas pela competição. O quarto foi uma oferta escandalosa de Nélson e de Maurício – completamente desconcentrados perante um bom cruzamento de Bosingwa – e o quinto um retrato impressionista: um cruzamento de Raúl Meireles e quatro jogadores do FC Porto sozinhos perante Nélson para a finalização, assinada por Bruno Alves. O sexto golo teve a marca de Lisandro, que estava a passar à margem da partida.

"ESTAMOS A TRABALHAR PARA O TETRA"

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