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Foi apresentado em Outubro, em Estrasburgo, o Dicionário Jurídico Português-Francês, editado pela Almedina, em Lisboa, e da autoria de Óscar Manuel Aires Lopes. Óscar Lopes é técnico de tradução na Embaixada de Portugal junto do Conselho da Europa. “Todos os dias necessito de fazer traduções de termos jurídicos e para me facilitar o trabalho comecei a listar os termos mais usuais” explica ao LusoJornal. “Depois apercebi-me que não existia nenhum dicionário de termos jurídicos, de português para francês e decidi deitar mãos à obra”.
Foram sete anos de trabalho árduo, agora recompensados com a publicação da obra e com os elogios de todos quantos o descobriram. “este é o reconhecimento de um trabalho que é feito baseado na experiência de um dos nossos funcionários, que trabalha nas instituições europeias” disse ao LusoJornal o Embaixador Francisco Seixas da Costa, mesmo se na cerimónia não esteve presente o Embaixador de Portugal junto do Conselho da Europa. “Tivemos a felicidade de saber que o senhor Óscar Lopes tinha esta obra pronta para ser publicada e aproveitámos a visita do Senhor Embaixador para a apresentar publicamente porque é um trabalho de muito mérito” explicou o Cônsul-Geral de Portugal em Estrasburgo, Miguel Pires. “Esta obra vem preencher um certo número de lacunas nesta área. Por exemplo, nós no Consulado, interessa-nos ter uma obra deste âmbito porque necessitámos todos os dias de traduzir documentos jurídicos”. E depois acrescenta que “quero felicitar o autor. Todo o mérito é dele. Nós apenas organizámos a apresentação”. Também o Juiz do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, Ireneu Cabral Barreto discursou na cerimónia de apresentação do livro e disse ao LusoJornal que o trabalho tem “mérito”. “Este Dicionário tenta traduzir para francês o mundo jurídico português, mas nem sempre os conceitos coincidem, nem sempre as palavras têm o mesmo significado nas duas línguas” diz ao LusoJornal. “O Dicionário demonstra um trabalho árduo por parte do senhor Óscar Lopes e também um profundo conhecimento das duas realidades, portuguesa e francesa, ao nível das instituições jurídicas dos dois países”. É que o significado comum das palavras muitas vezes não corresponde à realidade jurídica francesa. “Quando não corresponde, o tradutor tem de encontrar uma palavra equivalente ou descrever a situação e foi o que o autor fez com muito brio”. Ireneu Cabral Barreto considerou o dicionário como “muito apurado do ponto de vista técnico” e “uma obra de referência”. O Dicionário pode ser comprado nas lojas da Almedina em Portugal, ou encomendado através da loja virtual www.almedina.net. Carlos Pereira/LusoJornal |